Chegando na escola, a jovem sentou-se e permaneceu quieta, enquanto todos a sua volta conversavam e sorriam. Ela tinha vergonha de sorrir. Vergonha de expressar sua opinião e ser criticada, afinal ela não gostava de ouvir críticas, pois era uma coisa que não era acostumada a lidar. Ela se sentia inferior aos outros, inferior a todos. Sua auto-estima é muito baixa. E por quê? Traumas psicológicos da sua antiga escola. Todos riam dela, a chamavam dos piores nomes, na época, para uma criança: feia, gorda, hipopótama, bujão de gás, mister bin, dondoca-cara-de-paçoca. Ela não sabia se defender, comsequencias da extrema proteção que recebia. Infelizmente, traumas infantis não são facilmente curados e ela os levou até a adolescência, fase atual de sua vida. É como uma cicatriz, que não some. Ela acha que todos à sua volta, podem a qualquer momento, criticá-la ou simplesmente rir dela. Ela observa tudo, ela observa todos.
Passa as manhãs inteiras solitária na escola. Ao fim do dia, volta para a casa e pensa como o seu dia poderia ser mais legal se estivesse sido mais comunicativa, afinal a sociedade te obriga a ser bem desenvolvida, extrovertida e tudo mais. Muitos criticam e vêem a timidez como uma doença. Mas será mesmo uma doença ou apenas a maneira de ser de um ser humano?
Passa as manhãs inteiras solitária na escola. Ao fim do dia, volta para a casa e pensa como o seu dia poderia ser mais legal se estivesse sido mais comunicativa, afinal a sociedade te obriga a ser bem desenvolvida, extrovertida e tudo mais. Muitos criticam e vêem a timidez como uma doença. Mas será mesmo uma doença ou apenas a maneira de ser de um ser humano?
Mas, proteção demais dá nisso. "Doces", tão doces que seus pais lhe deram na infância, acabaram amargando sua adolescência. Agora ela é escrava da vida e das tardes na psicóloga, onde tenta reverter esta situação para se tornar uma adulta mais segura de si e independente.

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