domingo, 10 de janeiro de 2016

Era uma vez, um menino...

Certo dia, ele estava lá em sua casa, picotando jornal para fazer papel marchê. Era uma criança bem lúdica e inocente, era fácil fazê-la feliz: bastava um pacote de bolacha passa-tempo e a TV ligada em um canal de desenhos.

Escola? Não era problema, apesar dos deveres que ele achava "chatos", a escola era até um lugar divertido, pois como qualquer criança, adorava brincar com seus colegas no recreio. E as brincadeiras eram as mais diversas: polícia e ladrão, geladeira, pega-pega, baleado, alerta e muito mais.

Em casa era uma peste, dava chilique para tomar banho, pirraçava a babá, pulava na cama e aprontava bastante. Mas, não deixava de ter um bom coração e de se importar com o bem estar dos outros. Era apenas uma criança sendo criança.

Mas, o tempo passa, não é mesmo? Essa fase tão boa da vida foi deixada para trás e agora tudo mudou; quero dizer, quase tudo; Seus pensamentos mudaram, suas ideias, opiniões e preceitos. Seu corpo esticou, sua voz engrossou e sua barba cresceu (quase nada mas enfim).

Era a adolescência chegando: fase de novas descobertas, fase difícil para ele. As conversas na escola mudaram: agora só se falavam de festas, bebidas, bundas e safadezas. Enquanto seus colegas conversavam sobre masturbação, ele nem mesmo sabia o que era aquilo. Posso dizer que foi o último garoto da classe a descobrir "as coisas da vida". Ele era diferente dos outros, diferente de todos.

Agora, no fim de sua adolescência, se prepara para a fase adulta. A faculdade de odontologia começa em poucos dias. E ele está ansioso para essa nova fase da vida, onde, com o tempo, se tornará cada vez mais independente, como sempre sonhou.

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